Economia17 de agosto de 2026· G1 Economia

China apoia Brasil contra tarifas dos EUA na OMC

China pede participação em disputa comercial do Brasil na OMC, reforçando argumento contra tarifas americanas.

O Brasil recebeu um importante apoio na sua luta contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A China solicitou participação nas consultas da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a ação brasileira que questiona as medidas tarifárias americanas aplicadas recentemente.

Segundo especialistas consultados, essa movimentação chinesa representa um reforço significativo para o país. A China é atualmente a maior potência em comércio e investimentos globais, posicionando-se como um aliado estratégico de peso. Professora de Relações Internacionais, Ana Garcia destaca que o Brasil ganha não apenas um aliado, mas aquele que realmente importa no cenário internacional atual.

A entrada da China nas consultas funciona como um apoio indireto aos argumentos brasileiros. Embora o país asiático não necessite agir imediatamente contra os EUA, possui muito mais poder de barganha e capacidade de retaliação do que o Brasil. A China detém ferramentas de contestação que o Brasil não possui, tornando sua presença na disputa fundamental para fortalecer a posição brasileira.

Analistas do Brics Policy Center interpretam o pedido chinês como um reforço político significativo. A participação de Pequim aumenta o peso do caso brasileiro perante a OMC e valida os argumentos contra a Seção 301 americana, medida que é considerada frágil quando analisada sob critérios de comércio internacional.

O Brasil formalizou seu pedido de consultas à OMC no final do mês passado, contestando duas medidas tarifárias do governo Trump. Através do Ministério das Relações Exteriores, o país afirmou que as tarifas americanas são injustificadas e incompatíveis com as regras internacionais de comércio às quais os EUA se comprometeram.

Esse movimento demonstra a importância da multilateralismo e da cooperação internacional para equilibrar relações comerciais desiguais. Com apoio chinês, o Brasil tem maiores chances de contestar com sucesso as medidas americanas no sistema de solução de controvérsias da OMC.

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