Copa do Mundo 2026: pacotes de luxo alcançam R$ 20 milhões
Empresas oferecem experiências exclusivas para bilionários na Copa, com ingressos VIP e deslocamento por jatos particulares.
A Copa do Mundo de 2026 está se consolidando como o maior evento esportivo para os ultrarricos do planeta. Enquanto torcedores comuns enfrentam filas, altos custos e dificuldades com vistos, os bilionários têm à disposição pacotes personalizados que transformam a experiência em um luxo inacessível.
A empresa britânica Knightsbridge Circle, especializada em serviços de concierge para pessoas de renda extremamente alta, lançou recentemente um pacote para a final do torneio, marcada para 19 de julho em Nova Jersey, nos EUA. A oferta, considerada inédita na história das Copas, foi vendida em menos de 24 horas após o anúncio.
O pacote incluía seis ingressos de primeira fila na linha de meio de campo, além de acesso exclusivo ao gramado durante a cerimônia de premiação, no momento exato em que a seleção campeã levanta a taça. O valor total: US$ 4 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 20 milhões para seis pessoas. Isso representa um investimento de mais de R$ 3,3 milhões por pessoa apenas para assistir a uma partida.
Mas a Knightsbridge Circle não é a única empresa explorando esse nicho de mercado. Diversas outras organizações oferecem experiências similares, incluindo deslocamentos por jatos particulares entre os estádios, transfers em helicópteros e acomodações nas melhores suítes VIP das cidades-sede.
A Copa 2026 é inédita por vários motivos: será disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá — e terá o número recorde de 48 seleções participantes, distribuídas em 104 partidas em 16 cidades diferentes. Essa magnitude torna os desafios logísticos ainda maiores para o turista comum, o que eleva ainda mais a demanda por serviços premium.
Enquanto isso, a maioria dos torcedores ao redor do mundo enfrenta obstáculos reais: ingressos com preços astronômicos, dificuldades para acessar o transporte até os estádios e complicações nas solicitações de visto americano. Para a elite financeira global, esses problemas simplesmente não existem.
Baseado em conteúdo de: G1 Economia