Câmbio20 de junho de 2026· G1 Economia

Empresas americanas tentam barrar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Companhias dos EUA que importam pedras naturais do Brasil pedem ao governo para isentar produtos brasileiros da nova sobretaxa proposta por Trump.

O governo americano planeja impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, mas encontra resistência de empresas norte-americanas que dependem dessas importações. Grandes atacadistas e varejistas dos Estados Unidos argumentam que o Brasil é praticamente insubstituível como fornecedor de certos produtos, especialmente pedras naturais e semipreciosas.

A indústria americana de minerais naturais, cristais e pedras decorativas depende fortemente do Brasil. Empresas como a GeoCentral, sediada em Ohio, importam mais de um quarto de seu portfólio de estados brasileiros como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Esses produtos incluem ametistas, ágatas, quartzos e outros minerais que são transformados em itens de decoração e presentes vendidos no varejo americano.

A GeoCentral e outras 12 empresas e entidades setoriais já formalizaram pedidos ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos pedindo a isenção desses produtos da nova tarifa. As companhias argumentam que não existem fornecedores alternativos em outros países que possam oferecer a mesma qualidade, volume de produção e preço competitivo que o Brasil oferece.

Segundo essas empresas, a imposição da tarifa aumentará significativamente seus custos operacionais, reduzirá sua capacidade de competição internacional e prejudicará toda a cadeia de suprimentos dos Estados Unidos. A maioria das manifestações vem de companhias americanas que já têm suas operações estruturadas para receber produtos brasileiros há anos.

Este é um exemplo claro de como medidas protecionistas podem gerar conflitos internos nos EUA. Enquanto o governo propõe taxas para proteger a indústria doméstica, empresas que se beneficiam do comércio com o Brasil tentam sensibilizar Washington sobre a impossibilidade de substituir um fornecedor tão eficiente. O resultado final dessas negociações pode impactar não apenas o comércio bilateral, mas também os preços dos produtos para consumidores americanos.

Baseado em conteúdo de: G1 Economia