Economia19 de junho de 2026· InfoMoney

Governo intensifica combate às apostas ilegais com bloqueio massivo

Autoridades federais bloquearam 50 mil sites de bets irregulares e identificaram 37 fintechs suspeitas de facilitar operações ilegais.

O Ministério da Fazenda anunciou nesta sexta-feira um reforço significativo nas ações contra plataformas de apostas online que operam ilegalmente no Brasil. As medidas incluem o bloqueio de 50 mil websites e a identificação de 37 instituições financeiras que teriam participação nas operações irregulares.

A ofensiva faz parte de uma estratégia governamental mais ampla para combater o mercado clandestino de bets, que continua crescendo apesar da regulamentação do setor aprovada nos últimos anos. A Fazenda tem intensificado a fiscalização e a cooperação com órgãos reguladores para coibir a atuação dessas plataformas não autorizadas.

As fintechs identificadas serão investigadas por possível facilitação de transações financeiras ligadas a apostas ilegais. Segundo informações oficiais, muitas dessas instituições teriam operado canais de pagamento para que usuários depositassem recursos em sites de bets não licenciados, burlando controles e regulações que deveriam estar em vigor.

A iniciativa reflete a preocupação das autoridades monetárias com a lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades ilícitas através de plataformas de apostas. O bloqueio massivo de domínios representa uma tentativa de dificultar o acesso dos usuários brasileiros a esses serviços, redirecionando o mercado para operadores legalizados e regulados.

Os órgãos competentes continuam mapeando novas plataformas ilegais e reforçando a vigilância sobre instituições financeiras que possam estar facilitando essas transações. A tendência é que as ações se intensifiquem nos próximos meses, com possíveis penalidades administrativas e legais para as fintechs envolvidas.

Essa ofensiva também beneficia as empresas de bets que obtiveram autorização para operar legalmente no país, criando um ambiente de competição mais equilibrado e seguro para consumidores.

Baseado em conteúdo de: InfoMoney